sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Deserto do Atacama - Parte 2: Algumas Observações

Antes de falar sobre as atrações possíveis de serem vistas no deserto, cabem algumas observações.

Mapa das Atrações do Deserto

A primeira é: como eu disse antes, o Deserto do Atacama, além de ser árido, tem uma grande altitude. Os passeios vão de 2.400m e podem até chegar há mais de 5.000m (caso você resolva escalar um vulcão) de altitude. Por isso, algumas pessoas (não é todo mundo e isso depende do organismo de cada um) tendem a passar mal, sentido dores de cabeça, enjoôs, falta de ar, tontura, entre outros sintomas. É o famigerado Mal da Altitude ou Soroche.

#Dica da Fefa: O que fazer para evitar o soroche? Bom, o que se recomenda é que, chegando em San Pedro (há 2.400m de altitude) você não saia correndo por aí. Faça uma aclimatação, ande pela cidade devagar e a seu tempo. Além disso, antes de visitar atrações com grandes altitudes (como os Geisers de Tatio e as Lagunas Altiplánicas), não coma carne vermelha, faça refeições leves e não tome bebidas alcoólicas (eu sei que é difícil, com tanto pisco sour dando sopa por aí!). Outra forma de se evitar o mal estar é tomar chá de coca, ou qualquer de suas variações: mascar folha de coca, chupar bala de coca, você vai achar tudo de coca por lá. Nas atrações, ande sempre devagar, não tente testar os seus limites e acabar com a viagem antes da hora. Ainda, se você tiver possibilidade, uns 3 meses antes, tente começar a fazer uma caminhada para melhorar seu condicionamento físico (o que não é nenhuma garantia, mas vai ajudar muito). Se você é fumante, tente (eu sei que é difícil) diminuir a frequência do fumo nos 3 meses antes de viajar e em hipótese nenhuma fume durante os passeios (tenho uma mãe fumante, e sei que isto ajudou muito ela). Se não tiver jeito e você for pego pelo mal da altitude, alguns lugares costumam vender soroche pills, que nada mais são do que remédio para dor de cabeça, então, leve aquele que você já está acostumado! Por fim, descanse sempre e beba muita água!

Meu café da manhã leve antes de ir ao Salar do Atacama e às Lagunas Altiplánicas

A segunda observação é a seguinte: claro que você pode fazer os passeios por conta. Você pode pegar um mapa, alugar um carro e meter as caras. Ou, alugar uma bicicleta e ir de bike às atrações próximas a San Pedro (algumas agências alugam bicicletas). Mas eu recomendo ir às atrações com um guia (independente ou de agência), pois, não adianta você ir ao Valle de la Luna, por exemplo, e não ouvir a explicação do que se trata todas aquelas formações. Além do que, eles conhecem melhor como chegar, em que horário, etc. Você pode encontrar diversas agências dando só uma caminhadinha básica pela Calle Caracoles.

Das suas vezes que fui ao Atacama fiz os passeios por agência e com um guia. Então, sugiro os serviços que já utilizei e que não tive nenhuma reclamação (todos foram muito bons):

* Turistour (http://www.turistour.com/tour): Esta agência não é específica do Atacama, ela faz tour em todas as regiões do Chile e, pelo que eu pude perceber, é uma das maiores agências do país. Super confiável, o guia com quem eu fiz os passeios era muito divertido e tirava as melhores fotos. Mas, devido à sua grandeza, é uma das mais carinhas.

Foto tirada pelo guia no Valle de la Luna e a formação de Dinossauro

* Layana (http://www.turismolayana.cl): Esta já é uma agência especializada no deserto e faz tanto tours regulares (do tipo excursão) como privados. É um pouco mais em conta que a Turistour, apesar de não ter tanto glamour.

* Felipe Staig (fstaig@gmail.com): Felipe é um guia independente que encontrei pesquisando na Internet da última vez que fui ao Atacama. Chileno, super simpático e solícito, com várias histórias para contar (e ainda gosta de Skank), ele monta o roteiro de acordo com o seu gosto e o número de pessoas que irão com você. Eu super recomendo ele porque ele conseguiu me proporcionar uma outra visão do deserto e fez eu me apaixonar mais ainda por esse lugar. Vale a pena contactá-lo para negociar.


Felipe e eu na Laguna Tebiquinche


* Space (http://www.spaceobs.com): Esta é uma agência especializada no tour astronômico sobre o qual eu falarei no post seguinte. Eles são muito honestos quanto à possibilidade ou não de fazer o tour (em razão da Lua cheia ou céu nublado). Por óbvio, o passeio se dá de noite e há um ponto de encontro (na própria Calle Caracoles) para pegar um ônibus que leva até o observatório. Eles dão várias opções de línguas (francês, inglês, espanhol), sendo que o horário do tour dependerá do idioma que você escolher.

E por fim, a última observação é a seguinte: Em todo o lugar que você for, leve água. Não subestime a aridez do Atacama, assim, leve sempre mais de uma garrafinha porque às vezes, nas atrações, não haverá possibilidade de comprar água. Também leve colírio, soro fisiológico (para o nariz que resseca bastante, é muito útil), protetor solar e um hidratante, que serão muito úteis, como já mencionei anteriormente. Vá com um tênis confortável, pois as atrações consistem basicamente em caminhadas. Use roupas leves para os passeios durante o dia, porque o sol castiga, mas também tenha sempre um abrigo porque para o fim da tarde a temperatura já começa a baixar bastante.

Bom, isso era o que você precisava saber antes de começar a perambular pelas atrações do Atacama. No próximo post, vou descrever uma a uma! =) 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Deserto do Atacama - Parte 1: Visão Geral

Dando continuidade às dicas de viagem no Chile, agora abro espaço para falar sobre um dos lugares mais fascinantes que já estive (e que não enjôo, não canso e quero voltar sempre): o Deserto do Atacama.

Sim, muita gente me pergunta: como você pode gostar tanto assim de um deserto? Sinceramente, não sei dizer. Foi o primeiro lugar que, de fato, viajei sozinha e fiquei comigo mesma. Além disso, a paisagem árida, misturada com o branco do sal e da neve nos cumes mais altos, com montanhas e vulcões, as lagunas no meio do mar de sal, os flamingos são simplesmente imperdíveis.

Valle de la Luna - Cordilheira de Sal
Bom, se você está aqui lendo dicas sobre o Atacama, é porque você já decidiu ir para lá! Mas tenha em mente: o viajante que deseja ir ao deserto tem que saber que se trata de turismo aventura. Então, agora vou parar de tentar convencê-los a ir e deixar as dicas falarem por si só! ;)

Vou fazer aqui a mesma coisa que fiz com Santiago: Dividir o post em três partes para não ficar muito grande! ;)

O Deserto do Atacama fica ao norte do Chile e faz fronteira tanto com o Peru, quanto com a Bolívia. É o deserto mais árido do mundo: quase não chove em razão da grande altitude e das correntes marítimas frias do Oceano Pacífico. Por isso, prepare-se: em qualquer passeio, leve sempre garrafinhas d'água (uma só não basta). Também, leve hidratante, soro fisiológico (principalmente se você tem problemas respiratórios: rinite, sinusite, etc...), colírio... São cuidados que nunca são demais, mesmo que você acabe não usando nada disso.

Uma pequena observação que pode ser de grande valia: não confunda deserto com lugar quente. De fato, a temperatura ao longo do dia no Atacama pode atingir facilmente os 40ºC. Mas a madrugada (e há passeios que saímos às 4hs da manhã), o começo do dia e a noite costumam ser bem frios. Em dezembro, quando é verão (época em que fui das duas vezes), cheguei a pegar uma temperatura de -10ºC (sim, "menos dez graus"). Portanto, ao arrumar as malas, leve roupas de frio, fáceis de tirar durante o dia e roupas leves para o longo do dia (é o famoso efeito cebola). Se você mora ou já viveu em São Paulo sabe exatamente como é (exceto que a variação de temperatura é um pouco mais extrema)!

Ainda, no Deserto do Atacama se localiza a Cordilheira de Sal, sendo uma das maiores concentrações de sal do planeta. Também, lá há diversas minas de cobre, sendo a mais conhecida a de San Jose, na qual ocorreu um acidente em 2010 e 33 mineiros ficam soterrados, sendo posteriormente todos resgatados com vida.

Após essas considerações iniciais, a primeira coisa que se precisa sabe para ir ao Deserto do Atacama é: como se chega lá?

Bom, existe diversos modos. Dá para ir de ônibus, a partir de Santiago, se você estiver com o orçamento apertado e tiver disposição, pois é uma viagem que dura 24 horas. Caso você tenha condições estiver com pouco tempo, vá de avião. Do Brasil, não há vôos diretos, logo você terá que fazer uma escala em Santiago. De lá, você pegará uma vôo para a cidade de Calama, onde fica o aeroporto mais próximo  para esta região. Existem maneiras de chegar lá vindo de outros países, por ônibus ou avião, mas creio que partindo do Brasil, estas sejam as formas mais fáceis.

Dito isto, se você for de avião, precisa saber que poderá até ficar hospedado em Calama. Mas os viajantes geralmente ficam hospedados em San Pedro do Atacama, de onde costumam partir todos os passeios para o Deserto, e é certamente o que eu recomendo. As duas cidades ficam há 102km de distância. No próprio aeroporto de Calama existem balcões para transfers de uma cidade para outra, que você pode contratar na hora. Mas numa pesquisa rápida no google, você consegue reservar o transfer com antecedência. Já fiz das duas formas. A empresa que eu recomendo, e que não me deixou na mão, é a Trans Licancabur (www.translicancabur.cl) e você já pode reservar tanto a ida quanto a volta.

Sobre hospedagem. Existem diversas opções de hotéis, hostels e hostals (pousadas) para todos os gostos e bolsos. A minha maior recomendação (levando-se em conta o parâmetro localização) é a de ficar hospedado nas imediações da Calle Caracoles, a principal de San Pedro, onde tudo se concentra: mercadinhos, hospedagem, restaurantes, barzinhos, casas de câmbio e principalmente, as agências de turismo. Mas uma vez lá, você vai perceber que não tem muito como ficar tão longe dela (San Pedro é uma cidade bem pequena).

Calle Caracoles

Mapa de San Pedro


Seguindo a minha intenção aqui do blog, falarei sobre os lugares em que já fiquei hospedada. Tive a oportunidade de ir duas vezes ao Deserto e nessas duas vezes fiquei em lugares diferentes, com pegadas diferentes, e voltaria a ficar em qualquer um deles. Ambos se localizam na Calle Domingo Atienza, esquina com a Calle Caracoles, só que de lados opostos dela.

* Hotel Poblado Kimal (http://poblado.kimal.cl/): É um hotel turístico, mas de uma categoria superior, irmão do Hotel Kimal (http://www.kimal.cl/), que se encontra na mesma rua, à sua frente. Este hotel conta com diversas comodidades (entre um e outro, pois os hóspedes de ambos podem transitar entre eles) como piscina (gelada), wifi, restaurante bar, frigobar, diversos serviços... Tem quartos amplos, confortáveis, com aquecedor (à noite faz muito frio, lembrem-se!). Mas, tudo isto tem um custo maior. Se você quer ter uma comodidade maior e tiver condições ($$$), este hotel é ótimo, e você não vai se arrepender.


* Hostal Lickana (http://www.lickanahostal.cl/): Este se insere mais na categoria de pousada e é de categoria turística simples, sem nenhum luxo e quase sem serviços (tem apenas a lavanderia e wifi). Apesar da simplicidade, o quarto que eu fiquei (para uma pessoa) era bem amplo, o banheiro era bom e tinha água quente (essencial no deserto, pois quando você chega dos passeios, sujo de areia à noite, o que você mais quer é um banho quente). O custo benefício, se você não faz questão de luxos, é um dos melhores, fora que o atendimento é muito bom. (Vou ficar devendo fotos do hostal, acabei não tirando nenhuma na época!)

#Dica da Fefa: Porque na minha próxima visita ao Atacama eu provavelmente vou ficar aqui? Bom, além do ótimo custo benefício (já que eu não faço questão de luxos) e localização este Hostal tem um gatinho (sim, você leu certo, um gatinho) muitoooo simpático e dócil. Toda vez que eu chegava dos passeios ele vinha em minha direção pedindo carinho, eu abaixava, ele pulava no meu colo e em seguida, no meu ombro, e ficava lá feito papagaio de pirata! Bom, pra quem me conhece, sabe que não precisa muito mais do que isso para ganhar meu coração! =) <3




Encerro este post por aqui! Nos próximos darei dicas sobre as atrações existentes na aridez e beleza deste deserto! ;)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Santiago do Chile - Parte 2: O Entorno da cidade

Além das dicas que dei no post anterior sobre a capital chilena, existem alguns locais próximos dela em que é possível fazer um "bate e volta" e são impedíveis.

* Concha y Toro: Quem gosta de vinhos tem obrigação de ir ao vale central do Chile. E estar em Santiago é ter a oportunidade de visitar diversas vinícolas chilenas e provar os vinhos carmenére (uva que você só encontra no Chile). A Conha y Toro é a vinícola mais conhecida do Chile, mas existem várias outras próximas de Santiago. Eu fui lá duas vezes e não conheci outras, então vou falar sobre ela. Existem dois tipos de tours que podem ser feitos na vinícola, que estão descritos no site da vinícola (http://www.conchaytoro.com). O tour tradicional conta com a visitação, duas degustações de vinho, conhecer o Casillero del Diablo e você leva uma taça de presente pra casa. Já o tour Marques de Casa Concha conta com o mesmo roteiro do tradicional, mas ao final há uma degustação de vinhos de categoria premium (o Marques de Casa Concha) com uma tábua de queijos e pães e que é guiada por um sommelier. Recomenda-se fazer a reserva do tour e horário desejados com pelo menos 48hs de antecedência pelo próprio site da vinícola. Você também pode escolher a língua em que o tour será feito (se eu não me engano, conta com português, espanhol e inglês). A Concha y Toro é de fácil acesso por Santiago, utilizando-se o metrô e um táxi (que leva mais 5mins pra chegar), as indicações você encontra no site.


* Viña del Mar: Um dos meus lugares preferidos no Chile (creio que só perca para o Atacama). É uma cidade litorânea há 1:30hs de distância, aproximadamente. Em Viña tem bastante coisa pra ver. A cidade fica mais atraente no verão, quando é invadida pelos moradores de Santiago (é um balneário). Eu sou suspeita para falar de Viña, eu já fiquei lá durante muito tempo e conheço como a palma da minha mão. As praias são belíssima, porém, as praias mais famosas e baldaladas ficam distantes do centro (Reñaca e Concon), mas se você estiver disposto, qualquer ônibus chega lá (igualmente para os táxis). Eu já fui a Reñaca partindo do centro a pé (são 7kms de distância - só ida). Mas eu estou acostumada a andar (lá é plano, o que facilita muito).


Pertinho, do Mar, na Avenida San Martín (paralela à Avenida Peru, a mais gostosa de se caminhas na cidade), ainda tem o Casino Municipal, que não só tem toda e qualquer jogatina normais em um Casino, mas também há restaurantes e uma discoteca badalada. Existem muitas praças gostosas de ficar admirando o nada. Há também o famoso Reloj de Flores , na praia de Caleta Abarca, construído na época que o Chile sediou a Copa do Mundo de Futebol em 1962. Tem ainda o Museo Fonck, que conta com um Moai da Ilha de Páscoa em sua frente (e dizem que é o único autêncico que se encontra fora da Ilha) e é classificado como um museu de história natural.


Há a Quinta Vergara que é um parque muito agradável, muito arborizado, com flores lindas (e até árvores frutíferas) e que conta com um local de espetáculos no qual ocorre o famoso Festival de Viña del Mar. Também, é onde se localiza o Palácio de Jose Francisco Vergara, fundador de Viña del Mar, que até o ano passado (última vez que visitei) encontrava-se interditado por causa de um terremoto que abalou sua estruturas. Você também encontra diversas estátuas, como os rostos de Pablo Neruda e Gabriela Mistral.


Há também um bom shopping com praça de alimentação com diversas opções (eu sempre procuro aquela que tem wifi). E por fim, mas não menos importante, uma atração à parte, são os Perros de Viña. Você vai ver muitos, mas muuuuuuitos cachorros perambulando pelas ruas da cidade. Mas isto não quer dizer que eles sejam cães de rua, por assim dizer. Se você parar para observar, todos são super bem cuidados, não têm doença, estão bem alimentados, porque a população como um todo cuida deles. Claro, eles vivem na rua, então são sujinhos. Mas todos são dóceis e se você der uma atençãozinha pra eles, vai ter uma companhia por todo o seu passeio. Para viajantes solitários e, principalmente mulheres (como eu), são ótimos acompanhantes. Eles tomam a responsabilidade pra eles e cuidam de você sem que ninguém se aproxime para perturbar (mesmo sendo brasileira e estando de biquini na praia).




Num bate e volta dá para se ter uma boa noção da cidade. Mas se você dispuser de tempo eu sugiro ficar hospedado lá por alguns dias, o ritmo é diferente de uma cidade grande (como Santiago é) e vc pode desacelerar e simplesmente curtir um dolce farniente com vista para o belíssimo (e gelado) Oceano Pacífico. E eu poderia passar a vida inteira só falando dessa cidade... =)

* Valparaíso: Cidade irmã de Viña, as duas ficam próximas uma da outra, havendo, inclusive uma linha de metrô entre elas. Porém, diferente de Viña, a carinhosamente chamada Valpo não é plana, tem várias escadas e um - mais cerros, como em Santiago, porém, você pode contar com a ajudinha dos Ascensores para subi-los. Valparaíso é uma cidade portuária e onde se localiza o Congresso Nacional (ou seja, a sede do Poder Legislativo) do Chile e é Patrimônio Humanidade. Existem diversas opções de passeio. Você pode fazer um passeio de lancha, ver os lobos marinhos, ir na feirinha de artesanato do porto, andar de funicular, ver os monumentos, como o localizado na Plaza Sotomayor, feito em homenagem aos Héroes de Iquique, e a paisagem litorânea consegue ser mais bonita que a de Viña. Aqui também, fica outra casa do poeta Pablo Neruda, La Sebastiana, e todos dizem que é a sua casa mais interessante de visitar. É uma cidade colorida e pitoresca, conhecida como Museu a Céu Aberto, que vale a pena conhecer. Confesso que eu mesma preciso desvendar melhor esta cidade, pois apenas fiz dois "bate e volta" por ela, sem explorá-la direito.


#Dica da Fefa: Quanto a Valparaíso e Viña, é possível visitar ambas as cidades no mesmo dia. Mas neste caso, minha recomendação é de fazer o passeio por uma agência de viagens, porque senão fica um pouco corrido. Se você quiser conhecer as duas individualmente no seu tempo (sem aquele perrengue das excursões), é muito fácil pegar um ônibus na rodoviária em Santiago (próxima a estação de metrô) e se aventurar por sua conta e risco (o que eu recomendo, é o que eu prefiro fazer, gosto de ficar solta e descobrir os lugares por mim mesma). Em ambas as cidades é possível fazer muita coisa by foot (a pé mesmo).

* Valle Nevado: Também é super perto de Santiago. Mas neste caso, a não ser que você conte com um carro alugado e não vá na época do inverno, eu recomendo a contratação de um tour de agência de viagem (eu fui pela Ski Total: http://www.skitotal.cl/). Isto porque como tem muita neve, os veículos que vão para lá precisam ser adaptados com correntes nos pneus para não escorregar. E o caminho é extremamente sinuoso. Existem diversos tipos de tours para conhecer as montanhas nevadas (pedaço dos Andes) que, além do Valle Nevado, conta com Farellones, El Colorado, entre outros. Eu fui na primeira quinzena de outubro de 2013. Já estava com pouca neve e não podia mais esquiar. Mas ainda tinha um pouco de neve e se você nunca viu neve (como era o meu caso) é uma boa oportunidade. Sem dúvida a alta temporada é no inverno, que apesar do frio, pega fogo e atualmente está mais na modinha que Bariloche. Nunca esquiei, mas dizem que é uma boa oportunidade para praticar o esporte, além do snowboard. Não sei como é lá no é verão, provavelmente não vai ter muita neve. Mas já vi opções de passeios alternativos durante esta época.


Bom, com relação a Santiago e seu entorno era o que eu tinha a dizer. Sobre o Chile, ainda darei dicas sobre o Atacama (minha paixão árida) e Ilha de Páscoa.

Santiago do Chile - Parte 1: A capital chilena

Como não poderia deixar de ser, inauguro o blog falando sobre Santiago, capital do Chile (#amo).

Já aviso de antemão, o post será longo, já que tentei dar dicas da forma mais completa possível! ;) Então, para evitar uma página imensa e sem fim, dividi as dicas sobre a capital chilena em duas partes: Na primeira, vou falar sobre a cidade propriamente dita e as dicas de turismo nela. Na segunda, falarei sobre os passeios do entorno.

Sem mais delongas... Rumo a Santiago!

Bom, como eu disse antes, Santiago é a capital do Chile e se localiza no vale central (onde se concentra a região das vinícolas chilenas), sendo guardada e protegida pela imponente Cordilheira dos Andes. É uma cidade grande, com problemas de cidade grande (trânsito, poluição), mas que nem por isso perde o encanto. É fria no inverno e insuportavelmente quente no verão. A principal porta de entrada é o Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez, do qual também saem vôos para as demais localidades do país. Por isso Santiago é conhecida como uma "cidade-escala". Porém, vale a pena ficar para conhecer melhor a capital chilena.

A língua é o espanhol. Mas não é um espanhol "limpo", fácil de entender, como o dos argentinos e uruguaios. É um espanho meio enrolado, cheio de gírias e você demora um pouco para se adaptar. Não tenha vergonha de pedir para as pessoas repetirem a frase ou pedir para explicar o que significa uma palavra ou outro (você ouvirá muitos weons, chatchais e sipo, por aí), pois o povo chileno é muito amável e prestativo.

A moeda é o peso chileno e compreender o quanto ele vale em real é um pouco complicado. O que me ensinaram da primeira vez que fui ao Chile para fazer essa conta é o seguinte: você pega o valor em peso chilenos, divide por mil e multiplica por 4. Exemplificando: 10.000 pesos chilenos = ÷1.000 e x4 = 40 reais. Fica mais fácil para entender o quanto as coisas custam! ;)

#Dica da Fefa: Quando você estiver chegando a Santiago de avião, pare e preste atenção na Cordilheira dos Andes. Vai começar como um pontinho branco no meio do nada. Mas quando você percebe do que se trata, é emocionante de ver (sim, eu sou besta e me emociono com essas coisas). É arrepiante a visão que se tem de cima (me arrepio toda vez que vou). =)


Com relação ao turismo em Santiago, antes de mais nada, a primeira coisa que precisamos pensar é em hospedagem. Eu sou sempre a favor mais da localização do que do conforto. Já fiquei em hostels, em hotéis de diversos tipos, aluguei apartamento para temporada e até em casa de família (era minha família, mas na época, nós não nos conhecíamos, aliás, foi o que me possibilitou conhecer uma parte do Chile). Tendo uma cama boa e um banheiro com água quente (sim, necessariamente quente, pois minha única frescura é tomar banho frio), pra mim, já está de bom tamanho.

Dito isto, se vc vai ficar hospedado em Santiago, dê preferência a um local que fique próximo a uma estação de metrô. O metrô de Santiago atende bem às necessidades de locomoção da cidade. A maioria dos lugares turísticos ficam perto de alguma estação. Prefira para este tipo de locomoção, o trânsito lá é bem complicado. Use o carro (alugado, ou táxi) apenas para pequenas distâncias. As linhas do metrô são de fácil compreensão e são muito fáceis de se achar.

Eu não tenho muitos hotéis para indicar. Das duas vezes que me hospedei em hotel em Santiago fiquei no Hotel Majestic (http://www.hotelmajestic.cl/). Ele é de categoria turística, garante um certo conforto, mas sem luxo. Conta com wifi gratuito e oferece café da manhã. Fica próximo ao centro histórico de Santiago e perto de estações de metrô no site do hotel, eles dão como referência a estação Santa Ana). Muito provável que, se eu voltar para lá, fique hospedada neste hotel novamente. Detalhe: o hotel não tem elevador, você vai ter que subir algumas escadas. Os funcionários foram muito prestativos e subiram e desceram as malas pra mim.

Já quanto aos passeios, eu entendo que isso depende de cada tipo de viajante. Tem para todos os gostos. Você pode fazê-los por conta própria ou contratar uma agência de turismo. A maioria dos que eu fiz foi por conta própria, assim, não tenho uma agência para indicar. Assim, vou listar aqueles que eu fiz.

* Centro histórico: É lá onde fica a Casa de La Moneda, a sede do Governo Nacional, onde há uma troca de guarda há cada dois dias (sim, você achou que era privilégio de Londres? ;)), cuja a entrada é gratuita e conta com diversas exposições em seu interior. Ainda, lá ficam todos os monumentos históricos, a Plaza de Armas (onde fica Catedral Metropolitana), museus diversos (Museu de Arte Precolmbiano, Museu Nacional de Bellas Artes, Museu Histórico Nacional, etc)... Também é gostoso caminhar pelo Paseo Ahumada, um boulevard com cafés e lojas, é uma rua larga, onde não passam carros. Isso vc consegue fazer num dia só (ou menos, depende do tempo q vc quiser gastar lá) e de metrô.


* Cerro Santa Lucía: Tudo em Santiago é baseado em cerros, que na verdade são montinhos menores dos Andes. Esses Cerros são parques que são muito agradáveis de andar, dar uma volta e simplesmente admirar a paisagem. O Cerro Santa Lucía tem uma vista linda dos Andes e um mirador, ótimo para tirar fotos. Após subir, desça pelo lado que dá para a fonte, aproveite e faça um pedido! ;). Eu recomendaria um dia para este Cerro e o centro histórico, pois fica próximo dele. Dá pra fazer numa boa.


* Cerro San Cristóbal: É meu cerro preferido, é o maior. É onde fica o Parque Metropolitano de Santiago. Lá tem um zoológico e um parque em "2 níveis". Vc pode subir a pé ou pelo funicular, que é tipo um bondinho (eu recomendo pelo funicular, a subida a pé é difícil). É só comprar o bilhete ida e volta na bilheteria (preços diferenciados para parar no "andar" do zoo e subir até o topo). Também tem uma bela vista dos Andes e no cume fica a Virgen de la Inmaculada Concepción. Meio dia para este passeio basta (mas isto vai do gosto do freguês e do tempo disponível).

* Mercado Central: Ótimo lugar com preços em conta para comer frutos do mar e peixes (que fazem parte da culinária chilena típica). Detalhe, quando eu fui não consegui ficar lá por causa do cheiro de peixe que estava muito forte. Se isso não for um problema para vc, vá e aproveite! ;) Muita gente recomenda!

* Restaurant Giratorio (http://www.giratorio.cl/): Como o próprio nome diz, o restaurante literalmente gira fazendo uma volta completa, e conta com amplas janelas com vista para os Andes em 360º. A volta demora em torno de  1h, 1:30h. É diferente, mas o preço é um pouco salgado. Vale mais pela experiência do que pela comida.

#Dica da Fefa: Não tenho muitas dicas de restaurantes. Este foi o único que eu fui. Sou viajante do tipo que come qualquer besteira no meio do caminho. Mas tenho certeza que se você procurar no TripAdvisor encontrará ótimas recomendações para experiências gastronômicas Chilenas, inclusive com pratos mais típicos. Ainda sobre este tema, caso vc seja daqueles viajantes turistas que bate ponto em todas as atrações voltadas para o turista típico, Santiago tem um Hard Rock Cafe no Shopping Costanera Center (que também conta com várias lojas de marcas conhecidas e desejadas dos brasileiros: GAP, H&M, Guess, entre outras, além das chilenas Ripley, Falabella e um supermercado incrível no piso térreo).

#Dica da Fefa 2: Apesar de adorar o pouco que li de Pablo Neruda (o mais conhecido poeta chileno), nunca visitei suas casas. Sim, ele tinha três casas que hoje são abertas à visitação e funcionam como se fossem um museu. Em Santiago, fica a La Chascona, próxima ao Cerro San Cristobal. Ainda há a casa de Isla Negra, onde ele está sepultado e a La Sebastiana, que fica em Valparaíso (e falarei um pouco sobre ela no post seguinte).

Com relação a Santiago, era isto que eu tinha para contar. No próximo post, darei dicas sobre passeios no entorno da cidade, altamente recomendáveis de se fazer!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Falar sobre o que eu mais gosto de fazer: Viajar!

Olá pessoal!

Estou deixando um pouco de lado o meu blog pessoal (Fefa's Mind: http://fefamind.blogspot.com/) para iniciar um novo para falar sobre aquilo que eu mais gosto de fazer: Viajar!

Não vou dar aquele enfoque pessoal que eu costumava dar antes quando fazia meus relatos das minhas viagens (isso eu vou continuar fazendo no meu outro blog), mas sim, dicas de viagem sobre aqueles lugares que eu já visitei: hospedagem, passeios, restaurantes, etc...

Como muita gente me pede dicas de viagem (fico aqui imaginando porque... #ironiamodeon), resolvi unir o útil ao agradável e tentar ajudar as pessoas com dicas mais práticas!

Espero que gostem e estou aberta a sugestões! ;)